segunda-feira, 24 de novembro de 2008



De cara lavada - Martha Medeiros


Hoje me desfiz dos meus bens

Vendi o sofá cujo tecido desenhei e a mesa de jantar onde fizemos planos

O quadro que fica atrás do barrifei junto com algumas quinquilharias da época em que nos juntamos

A tevê e o aparelho de som foram adquiridos pela vizinha testemunha do quanto erramos

A cama doei para um asilo sem olhar pra trás e lembrar do que ali inventamos

Aquele cinzeiro de cobre foi de brinde com os cristais e as plantas que não regamos

Coube tudo num caminhão de mudança até a dor que não soubemos curar mas que um dia vamos!


Esta crônica fala tudo..que um dia cada um de nós pode ou não viver!


Eu gosto dela...e a dor a gente cura todos os dias..deixando doer, lutando e sem medo de viver tudo de novo!


Mayara Martins

Um comentário:

Ederson Sousa disse...

Estou contigo e não abro!!! rs
Eu acho que entendo o quanto essa crônica representa para você.
Beijão!